Este é meu primeiro texto como colunista do Portal Pittaco. E escolho começar pelo lugar que não é apenas um ponto no mapa, mas um modo de existir: o Território de Identidade Velho Chico. Um chão feito de histórias, afetos, resistências e pertencimento.
Falar do Velho Chico é falar de gente. De comunidades que aprenderam a construir a vida com as próprias mãos, respeitando o tempo da terra e os ciclos da natureza. Aqui, cada estrada de chão guarda narrativas, cada vila carrega saberes antigos, cada cidade pulsa uma cultura que não pede permissão para existir, ela simplesmente resiste.
O Velho Chico é plural. É urbano e rural, é tradição e reinvenção. É o som do batuque que ecoa nos festejos populares, é a poesia que nasce da oralidade, é o artesanato que transforma matéria simples em memória viva. É o teatro feito em praças, a música que atravessa gerações, a literatura que brota do cotidiano e da observação sensível do mundo.
Há uma riqueza que não cabe em estatísticas. Está no conhecimento popular, na culinária que carrega identidade, nas manifestações religiosas que misturam fé, ancestralidade e esperança. Está no modo como as pessoas se reconhecem umas nas outras, mesmo em meio às dificuldades. Porque no Velho Chico, o coletivo sempre foi uma estratégia de sobrevivência.
Este território de identidade ensina sobre pertencimento. Sobre saber de onde se vem para entender para onde se vai. Ensina que desenvolvimento não pode apagar raízes, que progresso sem cultura é vazio, e que identidade não é algo dado, é algo construído diariamente, na luta, na arte e principalmente, na memória.
O Velho Chico é também juventude criativa, empreendedora, inquieta. É potência cultural que muitas vezes nasce longe dos holofotes, mas carrega força suficiente para transformar realidades. É território que produz arte, pensamento, inovação e afeto, mesmo quando historicamente silenciado.
Escrever sobre o Território de Identidade Velho Chico é assumir um compromisso: o de valorizar narrativas locais, dar voz ao que nasce aqui e reafirmar que nossas histórias importam. Importam porque carregam verdade, porque revelam modos de vida, porque constroem o futuro sem romper com o passado.
Que este espaço no Portal Pittaco seja um lugar de escuta sensível e de reconhecimento. Um espaço para contar histórias que nascem do chão, da vivência e da experiência. Porque o Velho Chico não é apenas um território, é uma identidade viva, em constante movimento.
E quem pertence a ele sabe:
O Velho Chico não se explica.
O Velho Chico se sente.
View Comments (14)
Parabéns minha amiga pelo lindo texto. Reflete bem o que o Velho Chico é, e o que somos !
Nossa gente é forte;
Nossa gente é plural.
Gratidão pelas palavras, Gil! 🌻
Nossa gente é a essência e a identidade do nosso território.
Parabéns Sil Fogaca, belo texto. Viva o Velho Chico e Viva o Povo Ribeirinho 👏🏿👏🏿👏🏿
Viva nossa cultura e identidade!
De fato, esse território não se explica, se sente. Um texto tão real e sensível que nos remete a vivência de cada palavra na ação do nosso povo.
Cada cidade do Velho Chico, nos traz uma vivência diferente.
Cada lugar, cada povo, tem uma história única pra contar.
Parabéns Sil, pelo belissimo texto...lendo vi a excencia do nosso bom e velho Chico...sou artista e canto o velho Chico em minhas composições, escrevo sobre p velho Chico nos meus livros e poemas e nos meus textos teatrais exalto o nosso bom e velho Chico...texto nota 10...parabéns. Precisar de mim só chamar.
Gratidão pelas palavras, Fêh!
Tive a honra de conhecer seu trabalho em Bom Jesus da Lapa e me encantei, com sua arte.
Você é potência do nosso território, espero vê-lo por aqui em breve, mostrando sua arte.
Parabéns!
mulher forte e guerreira levando a nossa região para o Brasil e o Mundo
Obrigada, amigo! 🌻
Parabéns minha amiga, show.
Obrigada, Neto!
Perfeito. Tudo sobre o velho Chico. Parabéns Sil
Parabéns! Uma reflexão brilhante sobre um povo e uma região que nos enchem de orgulho, pela originalidade e pelo profundo sentimento de pertencimento ao seu lugar.